Filho adotivo confessa à PM ter assassinado família em São Paulo

A tragédia abalou a tranquilidade da Vila Jaguara, em São Paulo (SP), quando Isac Tavares Santos, um dedicado agente da Guarda Civil de Jundiaí, foi brutalmente assassinado junto com sua esposa, Solange Aparecida Gomes, e sua filha adotiva, Letícia Gomes Santos, de apenas 16 anos. O autor dos crimes chocantes foi identificado como o filho adotivo do casal, um adolescente de 16 anos.

O jovem, cujo nome não foi divulgado devido à sua idade, fez uma ligação para a Polícia Militar na noite de domingo (19), confessando ter tirado a vida de seus familiares utilizando a pistola que pertencia ao pai, Isac Tavares Santos, um respeitado membro da corporação, atuante na Divisão Florestal desde 2012.

Os corpos foram encontrados em avançado estado de decomposição na residência da família. A arma do crime, uma pistola 9 mm, foi encontrada na mesa da sala, ainda municiada, ao lado de um cartucho íntegro. Uma cápsula deflagrada foi encontrada próximo ao corpo da adolescente.

De acordo com o relato do adolescente aos policiais, os conflitos familiares se intensificaram quando, durante uma discussão na quinta-feira (16), seus pais adotivos teriam confiscado seu celular, que ele precisava para uma apresentação escolar. Esse incidente teria sido o estopim para os trágicos acontecimentos que se seguiram.

O adolescente admitiu ter planejado os assassinatos e furtado a arma do pai para executar seu plano. Ele atirou em seu pai quando este retornou à casa com a filha após buscá-la na escola. A filha, ao ouvir o disparo, foi ao encontro do pai e acabou sendo atingida no rosto. Quando a mãe chegou em casa, o jovem a surpreendeu e a matou a tiros, colocando uma faca em seu corpo no dia seguinte.

Após cometer os terríveis atos, o adolescente relatou ter seguido sua rotina normalmente, frequentando a academia e até mesmo fazendo compras em uma padaria.

O suspeito foi detido e conduzido à delegacia, sendo posteriormente encaminhado à Fundação Casa. O caso está sendo tratado como ato infracional de homicídio, feminicídio, posse ilegal de arma de fogo e vilipêndio a cadáver. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que a arma e o celular do menor foram apreendidos e que a perícia foi acionada para investigação dos fatos.

 

 

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