Na última terça-feira (27), a Polícia Federal desencadeou uma operação para desbaratar um esquema de fraudes financeiras envolvendo a comercialização de criptomoedas e NFTs (Tokens Não-Fungíveis) nos estados do Paraná e Santa Catarina, no Sul do país.

A organização criminosa alvo das investigações havia desenvolvido uma série de projetos interligados, incluindo uma criptomoeda, uma carteira digital e até mesmo um aplicativo de transportes. As vítimas eram atraídas por promessas de lucros exorbitantes e supostos benefícios oferecidos, mas, no final, acabavam impossibilitadas de movimentar os valores investidos.

As investigações tiveram início em maio de 2023, quando os investidores começaram a denunciar o esquema de pirâmide. Após coletar evidências e depoimentos, a polícia encaminhou um relatório ao poder Judiciário, que determinou a prisão de duas pessoas envolvidas.

Foram cumpridos dois mandados de prisão e seis mandados de busca e apreensão em diferentes municípios. Além disso, as contas bancárias de cinco pessoas e três empresas foram bloqueadas como parte das medidas cautelares.

Dentre os envolvidos, destaca-se o empresário Alan Barros, conhecido por um incidente anterior em uma padaria na Grande São Paulo. A Polícia Federal já identificou a participação de quatro pessoas no esquema, e estas responderão por crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

O desdobramento do caso ainda está em curso, com a polícia investigando a possível participação de outros indivíduos no esquema de fraude. A operação representa um marco importante no combate à criminalidade financeira envolvendo criptomoedas e NFTs no Brasil.

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