Na edição de 2023, quando festival completa 20 anos, espaço recebe nomes como Ana Carolina, Manu Gavassi e Marina Sena. João Rock é no dia 3 de junho.

Estreante no João Rock, o palco Aquarela promete roubar a cena do festival em Ribeirão Preto (SP) este ano. O espaço vai dividir as atenções de, pelo menos, 70 mil pessoas com os outros três palcos do evento, mas as apresentações nele são mais que especiais.

Isso porque, segundo a organização, a estrutura foi pensada única e exclusivamente para reunir algumas das grandes artistas da música brasileira em shows que vão do R&B ao rap, com uma boa dose de MPB, pop e, claro, rock.

O novo palco tem 21,6 metros de comprimento e 16 metros de altura. Ele ficará lado a lado com o palco Fortalecendo a Cena, em uma nova área do João Rock, que, para este ano, ganhou mais 20 mil metros quadrados de extensão.

O João Rock, um dos maiores festivais do Brasil, acontece no dia 3 de junho, no Parque Permanente de Exposições, em Ribeirão Preto. Este ano, o evento comemora 20 anos.

Majur, Marina Sena, Flora Matos, Manu Gavassi e Ana Carolina inauguram o Aquarela, que, em um futuro próximo, vai ser palco da diversidade no João Rock, como conta o empresário Luit Marques, um dos organizadores do evento.

“A ideia do Aquarela é colorir o festival. O nome tem um conceito, nós temos de falar sobre a diversidade. O João Rock não vai, e não é uma proposta dele, incluir a diversidade como uma obrigação. Eu acho que o movimento ganha força e os nomes estão surgindo, então isso vai tendo propósito”.

Também organizador do festival, o empresário Marcelo Rocci, vê o Palco Aquarela como um espaço em construção.

“Em um primeiro momento, a gente quis homenagear as mulheres e vem percebendo que esse movimento ganha força. A gente tem de contribuir pra que isso, cada ano, possa se tornar uma realidade para que as coisas possam acontecer. O desafio para o ano seguinte é muito maior. A gente pretende, sim, dar continuidade. Pode ser que em um futuro próximo a gente consiga inserir outros artistas”.

‘Problema bom’
Para Rocci, pensar na criação de um novo palco para a edição que comemora os 20 anos foi natural. Contar apenas com mulheres na estreia do espaço, foi inspirador.

“Ter mais mulheres [no João Rock] é mágico. A gente entende que é uma realidade e vai ser lindo”.

Segundo o empresário, historicamente, o festival tem apostado em novos espaços a cada data comemorativa.

“A cada cinco anos, acaba surgindo um palco a mais. Quando a gente fez 15 anos, a gente fez o Palco 2002 e conseguiu colocar as quatro bandas que tocaram na primeira edição do festival. Agora, a gente abre um palco novo em homenagem às mulheres”.
Para Marques, novos palcos acabam sendo um ‘problema bom’ para a organização, pois pensar em artistas em meio a tanta gente gabaritada no cenário da música brasileira, não é algo fácil de se fazer.

“Quando você se propõe a criar um palco desse, arruma um problema. Amanhã você vai ter de preencher esse espaço e, pra isso, vai ter de saber coisas novas, acompanhar e trazer tendência, como quando colocamos o Palco Brasil na história. É uma dor de cabeça boa, é fazer, realmente, um movimento que vai gerar mais diversidade, mais música, e os próximos anos vão dizer”.

Rocci aposta não só na diversidade de artistas, mas muito mais na diversidade da música brasileira para os anos que virão.

“O Brasil é muito rico musicalmente falando. É um país gigante, com talentos espalhados por todos os lugares e a gente conseguir ter um festival de música nacional, com a abrangência que ele alcançou, recebendo gente do Brasil inteiro é sensacional”.

Manu e Rita Lee
Terceira artista a se apresentar no Palco Aquarela no dia 3, Manu Gavassi traz para Ribeirão a turnê Fruto Proibido, homenagem que a cantora vinha prestando à rainha do rock brasileiro, Rita Lee, desde 2022.

Com a morte da cantora, o peso de representar um dos maiores ícones da música no Brasil está com Manu e não são apenas os fãs que esperam um show memorável.

“Ela está com uma responsabilidade com essa turnê que vai ter muitos olhos pra ela. Esse vai ser o momento também que pretendo curtir e chorar. A gente não vê muitos shows, mas este aí, vou estar ali na primeira fila”, diz Marques.

Horários dos shows no palco Aquarela:

14h30: Majur
16h30: Marina Sena
18h30: Flora Matos
20h30: Manu Gavassi canta Fruto Proibido
22h30: Ana Carolina canta Cássia Eller

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