Gabriel Faveri foi indiciado por tentativa de homicídio quadruplamente qualificado e está preso pela agressão a Daniele Gonçalves. A médica Gabriela Calvin relata ter sido mantida refém por ele meses antes.

Esta semana, a influenciadora digital Daniele Gonçalves recebeu alta após ser atacada a golpes de facão pelo ex-namorado Gabriel Faveri. Ela teve cortes profundos no rosto, na cabeça e nas mãos.

“Ele era obcecado em mim. Na cabeça dele, se eu não fosse dele não seria de mais ninguém”, diz Daniele, que foi atacada quando chegava de carro em casa, em Londrina, no Paraná.

“Ele não falou sequer nenhuma palavra comigo e começou a dar facada na minha cabeça. Esse braço aqui foi a forma que eu tive de defesa. Ele começou sem parar. Sorte que minha prima chegou, gritou e ele soltou”, relembra.
Daniele foi parar na UTI. Levou pontos no rosto, passou por três cirurgias e ainda fará novos procedimentos para tentar recuperar o movimento dos dedos.

Vendedor de uma loja de colchões da família em Apucarana, a 50 quilômetros de Londrina, Gabriel disse em depoimento não lembrar do que aconteceu.

Semanas antes, também por ciúmes, Gabriel havia quebrado o celular de Daniele, e tentou asfixiá-la. “Me deu dois tapas no rosto, muito fortes, e me enforcou. Me deixou mais ou menos por um minuto sem respirar”, diz a influenciadora.

Foi então que ela decidiu que não queria mais o relacionamento. Daniele ia prestar queixa quando chegasse a Londrina, mas não deu tempo.

Gabriel foi indiciado por tentativa de homicídio quadruplamente qualificado e está preso em um complexo médico penal.

“O Gabriel não precisa, e a defesa entende que ele não precisa, de cadeia, ele precisa de tratamento”, afirma o advogado João Batista Cardoso. “A alegação de que ele tem problemas mentais não é nossa, da defesa, são dos médicos psiquiatras que nós juntamos todos os atestados e declarações nos autos”.

“Ele precisa ser contido, e a única forma que a sociedade pode conter um indivíduo com esta característica mórbida é que ele vá a julgamento pelo tribunal do júri, e a sociedade reunida possa dar a ele realmente o que ele merece: a justiça”, declara Antônio José Matos do Amaral, advogado de Daniele.

Outra ex também relata agressão

Esta não foi a primeira vez que Gabriel atacou com violência uma mulher. Ele já havia feito refém a médica Gabriela Cavalcanti Calvin, com quem morou em São Paulo.

“Começaram a surgir sinais de ciúmes da parte dele. Ele começou a mexer no meu celular escondido”, relata Gabriela.

Após uma discussão, ela conta que Gabriel quebrou objetos no apartamento dela e fez vários xingamentos. Gabriela terminou a relação e diz que ele, inconformado, dias depois alugou um apartamento no mesmo prédio.

Como ele sabia a senha da porta da ex, invadiu o apartamento dela durante a madrugada.

“Ele entrou na minha casa, de madrugada, de touca, luva de procedimento e máscara. Falou que eu não ia ter tempo de viver mais nada com ninguém”, relembra ela.
“Fiquei com ele presa por horas. Tive crise de pânico e de ansiedade, e taquicardia. Ele chegou a colocar a mão no meu pescoço, disse que era para sentir minha taquicardia”.

Gabriela percebeu que concordar com o que o ex-namorado dizia poderia salvá-la. Combinou que voltariam juntos para o Paraná, onde a família dela também mora. A médica fez as malas e conseguiu descer antes e sozinha, e fugiu para a casa dos pais em Maringá, onde fez a medida protetiva.

“O olhar dele eu não esqueci até hoje, e continuo tendo são crises de ansiedade, que eu não tinha anteriormente. Sinto taquicardia diariamente,”.

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