Levantamento do Sindicato dos Hospitais Particulares destaca que os principais motivos que levam a população a procurar atendimento na rede privada estão relacionados à demora na espera.

Uma em cada quatro pessoas que não possuem plano de saúde procura laboratórios de clínicas particulares para realizar exames no estado de São Paulo, segundo uma pesquisa do Sindicato dos Hospitais Particulares (SindHosp).

O “Mapa do Acesso da Saúde” aponta que as principais razões que levam os usuários do sistema público a procurarem serviços da rede privada estão relacionadas ao longo tempo de espera:

Demora no encaminhamento para especialista (52%)
Demora no agendamento (48%)
Fila de espera muito longa (44%)
Tempo de espera entre agendamento e consulta (41%)
Necessidade de urgência (40%)
O levantamento foi realizado pelo o Instituto de Pesquisa Qualibest na segunda quinzena de março deste ano, com 2.013 pessoas da capital (48%), Região Metropolitana de São Paulo (23%), litoral e interior do estado (29%). A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.

Dos entrevistados, 52% afirmaram não ter plano de saúde. A pesquisa comprova que a dependência do sistema público aumenta conforme a diminuição da renda: 71% das pessoas das classes C, D e E dependem exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS), índice que cai para 33% na B e 12% na A.

No geral, o SUS foi bem avaliado pela parcela das pessoas que depende dele: 39% bom, 44% regular e 17% ruim.

Déficit na rede pública
Os dados obtidos com a pesquisa evidenciam a desigualdade na área da Saúde entre as parcelas da população que depende da rede pública e a que possui acesso ao sistema privado por meio de planos de saúde.

Atenção básica

A maioria dos usuários do SUS (67%) não faz acompanhamento com clínico geral ou equipe de saúde da família, quadro inverso do visto entre os beneficiários da saúde suplementar, em que 60% realizam esse tipo de acompanhamento.

Internação

A maioria dos entrevistados (56%) relatou não ter se deparado com dificuldades quando precisou de internação em hospital da rede pública.

Dos 44% que afirmam terem enfrentado obstáculos, como demora para vaga de internação, vagas somente em hospitais distantes à residência e ausência de médico especialista, a maioria possui plano de saúde.

Segundo a leitura do SindHosp, a impressão de dificuldade é maior dentre a população que estabelece como padrão o serviço oferecido pelo sistema particular.

Telemedicina

51% dos beneficiários da saúde suplementar já utilizaram o recurso da telemedicina, enquanto 87% dos que dependem do sistema público não tiveram acesso a ele.

Vacinação – ponto forte

Quando o quesito é imunização, o Sistema Único de Saúde foi bem avaliado tanto pelos que dependem dele, quanto pelos que têm acesso à rede privada, sendo o mais procurado por ambos os grupos.

Regionalização
Em entrevista à TV Globo, o secretário estadual da Saúde, Eleuses Paiva, afirmou que São Paulo está apostando em um novo modelo de gestão para reduzir as filas de espera. “Dividimos o estado em 20 regiões e, nessas regiões, estado e municípios, conhecendo a capacidade instalada e a demanda, podem estar adequando e diminuindo as filas em blocos regionais”.

Eleuses também destacou que 34% dos entrevistados que possuem planos de saúde disseram procurar Hospitais Públicos e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), o que, para ele, é um indicativo de déficit na assistência oferecida ao cidadão também pela saúde suplementar.

 

 

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