Na fábrica no interior de São Paulo, 15 das 36 unidades do caça serão produzidas por engenheiros e técnicos brasileiros. Aeronave é usada por forças aéreas em todo o mundo.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participa, na manhã desta terça-feira (9), da inauguração da Linha de Produção do Caça F-39 Gripen, na Embraer, empresa de engenharia e tecnologia na área de aviação, em Gavião Peixoto (SP).

A aeronave com a comitiva presidencial aterrissou na pista da Embraer por volta das 10h30. Lula está acompanhado do Ministro da Defesa, José Múcio, e do Comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do ar Marcelo Kanitz.

Essa é a segunda vez que Lula vem a região central do Estado de São Paulo durante o novo mandato. Em janeiro, ele esteve em Araraquara (SP) para acompanhar os estragos causados pela chuva.

A participação da indústria nacional Embraer no desenvolvimento do caça F-39 Gripen foi um requisito do contrato com o governo brasileiro.

Na fábrica da Embraer, 15 das 36 unidades do caça serão produzidas por engenheiros e técnicos brasileiros que passaram por treinamentos teóricos e práticos na sede da empresa sueca Saab, em Linköping.

A previsão é de que em 2027 o último caça seja entregue. Atualmente, quatro dos aviões já estão operacionais na Base Aérea de Anápolis (GO) e outros dois chegaram ao país na sexta-feira (5).

O caça Gripen F-39 está entre os modelos mais tecnológicos do mundo. De acordo com a Saab, o Gripen é conhecido pela sua eficiência, baixo custo de operação, elevada disponibilidade e capacidade tecnológica avançada.

Em 2022, a Força Aérea Brasileira (FAB) comprou 36 aeronaves Gripen para fazer a defesa do espaço aéreo.

O caça Gripen tem envergadura de 8,6 metros, 4,5 metros de altura, 14 metros de comprimento, atinge velocidade máxima de 2,4 mil km/h e chega a voar acima de 16 mil metros de altitude. Segundo a FAB, o F-39 Gripen é usado por forças aéreas em todo o mundo.

RWR – Alerta de detecção de radar: Confirma a localização dos sinais emitidos por qualquer radar no solo, no mar ou no ar que esteja buscando o Gripen;
ECM – Contramedidas eletrônicas: O sistema de guerra eletrônica do Gripen confunde os radares de busca e de tiro do inimigo, seja interferindo ou saturando com múltiplos sinais “fantasmas”, evitando que o Gripen real seja marcado como alvo;
MAWS – Alerta de aproximação de mísseis: Alerta sobre a aproximação de mísseis disparados contra o Gripen.
Míssil BVR Meteor: Míssil além do alcance visual (BVR) de última geração, com alta energia e longo alcance, garantindo maior zona sem possibilidade de fuga e alta probabilidade de acerto contra o alvo;
Datalink / Link 16 / Link tático: As capacidades de datalink garantem a superioridade da informação e o compartilhamento de fusão de dados em tempo real para a tomada de decisões rápidas;
Ataque Eletrônico com LADM: Supressão adicional de guerra eletrônica com uso de míssil leve, que atua como interferidor, apoiando a operação do Gripen em espaço aéreo negado com a presença de sistemas antiaéreos;
Ataque Eletrônico com EAJP: O Electronic Attack Jammer Pod (EAJP) transportado pelo Gripen interfere e satura eletronicamente os sistemas antiaéreos inimigos, permitindo a sua operação em espaço aéreo contestado;
CAS/GAAI – Suporte para forças em solo: Apoio Aéreo Aproximado/Interdição Aérea assistida por equipes de militares em solo por meio dos sistemas de auxílio digital a bordo como VMF, Link-16 e link de vídeo em tempo real (VDL);
ISR – Inteligência, vigilância e reconhecimento: Cobertura 360 graus de sensores ativos e passivos que provém consciência situacional colaborativa no cenário tático operacional;
LADM – Gerando alvos falsos: O LADM tem a capacidade de gerar alvos falsos para confundir e saturar os radares de busca e de tiro inimigos;
IFF – Identificação amigo/inimigo: Identifica e confirma quais são as forças amigas e inimigas num cenário tático e operacional;
Míssil WVR IRIS-T: O míssil IRIS-T, de alcance visual (WVR), é o mais avançado da sua categoria, principalmente em engajamentos fora da linha de visada da aeronave, sendo o seu emprego complementado pelo uso do HMD para que o piloto possa fazer a mira contra o alvo.
Chaff/flare/despistadores: Dispositivos ativos e passivos de autoproteção para confundir mísseis guiados por radar, por infravermelho e radares de controle de fogo inimigo.
 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *