Viatura na qual o soldado Lucas Azevedo Peticoff estava bateu em um estabelecimento comercial no Centro de Diadema, na Grande São Paulo. Ele ficou nove dias internado no hospital Mário Covas, mas não resistiu.

Um policial militar de 28 anos faleceu no último sábado (15) após passar nove dias internado devido a um acidente durante uma perseguição no centro de Diadema, município na Grande São Paulo. Lucas Azevedo Peticoff estava na corporação há quatro anos e deixa sua companheira e um filho de oito meses.

“Lembro ainda, você com seu jeito, me falando que se a gente ficasse aqui você iria morrer, que era para a gente ir embora para o interior. Lembro do dia que você me disse que se eu recebesse uma bandeira era porque você teria morrido. Mas não, meu amor, você não morreu em mim, você está aqui”, desabafou a namorada do rapaz nas redes sociais.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), gerida pelo secretário Guilherme Derrite na gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos), a viatura em que Lucas estava com outros dois colegas bateu no muro de um estabelecimento comercial no dia 6 de abril, enquanto perseguiam uma moto com dois indivíduos suspeitos de praticar roubos — um deles foi detido com um simulacro de arma de fogo (arma de brinquedo).

O soldado foi socorrido e ficou internado no hospital Mário Covas, em Santo André, no ABC Paulista. Familiares e amigos solicitaram doações de sangue para ele nas redes sociais, mas seu estado de saúde se agravou e ele não resistiu.

“Não deu tempo da gente ir embora para o interior, não deu tempo de comprar a nossa casa enorme lá, não deu tempo da gente se casar com o Be [filho do casal] entrando com as alianças, nem de ter uma filha como você queria, não deu tempo de você levar ele no Allianz para ver o Palmeiras, não deu tempo…”, publicou a companheira de Peticoff.

A Polícia Militar e a SSP lamentaram a morte do soldado.

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