A polícia investiga outros ataques, pois nos últimos sete meses foram pelo menos quatorze casos.

Outro motorista foi vítima de pedradas na Rodovia Ayrton Senna. O engenheiro civil Felipe Pantaleão das Neves trabalha em São Paulo e estava voltando para casa na tarde desta sexta-feira (10) quando uma pedra atingiu o carro dele, no km 14, perto do Parque Ecológico do Tietê, na Zona Leste de São Paulo.

A polícia investiga outros ataques, pois nos últimos sete meses foram pelo menos quatorze casos. Em dezembro, um administrador que ficou ferido depois que o carro foi atingido por uma pedra.

No começo do ano, outros dois casos que aconteceram no trecho entre a Marginal Tietê e o início da rodovia.

A vítima do ataque desta sexta-feira não se feriu. A Secretaria de Segurança Pública disse, em nota, que a PM faz policiamento ostensivo e preventivo para impedir a ação de bandidos.

A corporação faz um alerta: O motorista não deve parar o carro na estrada se for atingido por uma pedra. Deve procurar um posto policial mais próximo, ligar para o 190 e também registrar um boletim de ocorrência.

Outros casos

No dia 3 de janeiro, outro motorista foi atacado com uma pedrada na Rodovia Ayrton Senna, na Zona Leste de São Paulo. Os motoristas que param por causa do ataque acabam sendo roubados. Esse tipo de crime tem sido registrado perto do km 14, na altura do Parque Ecológico do Tietê, no sentido interior.

A vítima é Josué Campos, motorista de aplicativo. Ele comprou um carro há três meses e estava levando uma encomenda de Moema para São Miguel Paulista quando viu um táxi ser atingido. Depois outra pedrada acertou o carro dele.

A Polícia Rodoviária disse que reforçou o policiamento na Rodovia Ayrton Senna. E orientou que as vítimas só parem em local seguro, como o posto da polícia ou da concessionária que administra a rodovia.

No primeiro dia de janeiro de 2020, ocorreram três ataques, mas os condutores não pararam na via e, por esse motivo, não foram roubados. Os bandidos fugiram e não foram identificados ou presos.

Nos últimos sete meses, foram ao menos 10 ações criminosas parecidas entre o fim da Marginal Tietê e o começo da Rodovia Ayrton Senna: bandidos usando pedras contra automóveis para tentar roubar os motoristas.

Procurada para comentar o assunto, a Polícia Militar (PM) respondeu que faz patrulhamentos ostensivos na região (leia abaixo a íntegra da nota da corporação).

O método é quase o mesmo: os assaltantes arremessam as pedras quando os carros passam. Alguns motoristas param no acostamento para verificar o que provocou o barulho no veículo e são roubados.

Mais de um milhão de veículos passaram entre o dia 27 de dezembro e 3 de janeiro na rodovia.

Só na quarta-feira foram três ataques perto do km 14 da Ayrton Senna. Todos à noite no sentido interior da rodovia, no trecho que fica na altura do Parque Ecológico do Tietê.

Carro atingido por pedra na Ayrton Senna teve retrovisor quebrado e porta do lado do motorista amassada — Foto: Divulgação/Arquivo pessoal
Carro atingido por pedra na Ayrton Senna teve retrovisor quebrado e porta do lado do motorista amassada — Foto: Divulgação/Arquivo pessoal

Vítimas

“Senti o impacto, tomei um pequeno susto. E chegando em casa verifiquei que tinham arremessado uma pedra contra o veículo”, disse o supervisor de segurança, Luís Leite, um dos motoristas que teve o carro atacado por pedras.

Por segurança ele não parou o carro na rodovia e viu depois o dano no veículo. “Amassou o capô do meu carro”, falou Luís.

“Estava dirigindo na faixa da esquerda na altura do Parque Ecológico quando ouvi e senti um barulho muito forte na porta. Logo em seguida notei que estava sem o espelho retrovisor do meu lado”, disse outro motorista atacado na mesma rodovia. Ele não quis ser identificado.

Nesta quinta-feira, a reportagem encontrou pedras entre o muro de proteção e a rodovia, e que podem ter sido colocadas ali pelos bandidos.

Os ataques ocorrem sempre a noite ou de madrugada. Os bandidos aproveitam a escuridão e a distração dos motoristas. Se escondem entre as árvores e a mureta que separa a via do parque para atacar.

Na portaria do parque, os funcionários dizem que o local tem segurança 24 horas, mas não há câmeras de vigilância. E que a Polícia Rodoviária já apareceu para investigar os casos.

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