Objetivo do poder público é ganhar mais tempo para que algum interessado assuma a obra no lugar do consórcio Move São Paulo. Construção se arrasta há mais de uma década.

O governo do estado de São Paulo prorrogou o processo de caducidade com o consórcio Move São Paulo, atual responsável pelas obras e operação da Linha 6-Laranja do Metrô. O processo de caducidade se encerraria nesta terça-feira (13).

A ideia do governo é a de ganhar tempo, tendo em vista que é possível que empresas e outros consórcios façam propostas para assumir as obras no lugar do antigo consórcio. Caso isso não aconteça, o projeto terá que passar por uma nova licitação, o que adiaria ainda mais a entrega da linha.

A Linha 6-Laranja deverá ter 15 estações, saindo da Brasilândia, na Zona Norte e terminando na estação São Joaquim, no centro. Ela terá conexões com as linhas azul e amarela do metrô, além das linhas rubi e diamante, da CPTM.

O governo do estado já gastou mais de R$ 1,6 bilhão, sendo R$ 694 milhões com a parte civil do projeto e outros R$ 979 milhões em desapropriações.

Trajeto da futura Linha 6 - Laranja — Foto: Reprodução/TV Globo
Trajeto da futura Linha 6 – Laranja — Foto: Reprodução/TV Globo

Mais de uma década

A novela da linha 6-Laranja começou há mais de uma década. As obras, no entanto, só tiveram início em 2015. Um ano depois, o consórcio responsável alegou que não poderia dar continuidade por falta de dinheiro. Em dezembro do ano passado, o contrato com o governo caducou. Desde então, o projeto não avançou.

O secretário dos Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, explicou, à época do anúncio da caducidade, que a interrupção das obras se deu pelo envolvimento de empresas do consórcio responsável na operação Lava Jato, que desvendou esquema bilionário de lavagem de dinheiro e pagamentos de propina.

“As empresas que estavam comandando o Consórcio Move São Paulo são empresas que sofreram oriundas da operação Lava Jato. E a falta de capacidade, seja por motivo de avaliação de rating, [seja por motivo de] crédito, que o BNDES durante esse período não conseguiu estabelecer os empréstimos de longo prazo que eram necessários”, disse.

“Todas essas condições que eram imprevisíveis acabaram culminando na paralisação da linha 6. Todas as concorrências que desejamos realizar são internacionais, para que a gente possibilite que empresas, sejam para investir, sejam para construir, possam participar de qualquer parte do mundo, de modo transparente, claro, para que a gente consiga viabilizar. A linha 6 é nossa prioridade”, completou.

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