Alta de preços para pessoas com renda familiar menor que R$ 1.615,64 por mês foi de 2,38% – acima dos 2,23% da inflação oficial do país.

A faixa da população que tem renda muito baixa sentiu mais a inflação no primeiro semestre do ano. É o que aponta pesquisa divulgada nesta sexta-feira (12) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). De acordo com o levantamento, de janeiro a junho, a alta de preços dos produtos mais consumidos pelas pessoas dessa faixa de renda foi de 2,38% – acima dos 2,23% da inflação oficial do país, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

A pesquisa considera faixa de renda muito baixa pessoas com renda domiciliar menor que R$ 1.615,64 por mês.

Considerando apenas o resultado do mês de junho e sua variação mensal, as pessoas com renda muito baixa tiveram variação de preços negativa, com deflação de 0,03%. Isso é resultado da queda do preço de alimentos, que pesam mais no orçamento de famílias com ganhos menores.

Na outra ponta, pessoas com renda alta (ganho domiciliar mensal maior que R$ 16.156,35) sentiram aumento de preços de 0,03%. O leve avanço foi puxado por preços como itens de higiene pessoal e planos de saúde.

“Embora a diferença entre as classes esteja reduzindo ao longo dos últimos meses, no acumulado do ano, a inflação da faixa de menor poder aquisitivo ainda se mantém acima da registrada no segmento de renda mais elevada”, destaca o Ipea em relatório.

No resultado acumulado em 12 meses, a pesquisa aponta que a inflação também foi mais alta para pessoas com renda muito baixa, de 3,42% – acima do IPCA de 3,37%.

Já se for retirada da comparação a inflação de junho de 2018, que foi marcada pela greve dos caminhoneiros e afetou principalmente os mais pobres, nota-se que tanto a faixa de renda mais baixa quanto a mais alta registram variações similares, próximas a 3,4%.

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